A BURRICE E O JORNALISMO!
Inexperiente, entrou um moço alto, corpo esguio de cabelos claros em um saguão de espera. Determinado caminhou sorrateiro em lance de escadas para um corredor com pouca luminosidade. A frente havia uma sala ampla e fria. A sala levava-o a uma outra, onde
encontrou um senhor oriental sentando em uma mesa abarrotada de papéis, ao ver o rapaz parado na porta fez um gesto com a mão pedindo que adentrasse pela porta. Pela segunda vez insistiu ao rapaz que se sentasse na frente dele. Nervoso, o jovem adentrou a sala, e consentiu ao aceno do senhor, que o fitava-o com incredulidade. Tenso, o rapaz perguntou aquele homem era o secretário de esporte. Com uma voz seca confirmou a resposta, e pediu que o rapaz se apresentasse. O jovem disse o nome e se apresentou ao secretário que insistiu que ele adentrasse a sala. Nervoso, começou a abrir uma pasta vermelha que segurava com uma das mãos. Dela retirou alguns documentos em ofício e duas revistas juntamente, colocou-as por cima da mesa. Sem demonstrar interesse, o homem somente o olhou, mas nada fez. Por final, o patético homem o cumprimentou com uma saudação de boas vindas. imediatamente o rapaz retribuiu o comprimento. E ambos por fim estenderam-se as mãos. O jovem mencionou o nome, e em seguida o senhor oriental fez o mesmo. O oriental perguntou o que eram aqueles papéis. Em furor rapidamente, o rapaz respondeu a enquete do homem, que não parecia se importar com a presença dele.
encontrou um senhor oriental sentando em uma mesa abarrotada de papéis, ao ver o rapaz parado na porta fez um gesto com a mão pedindo que adentrasse pela porta. Pela segunda vez insistiu ao rapaz que se sentasse na frente dele. Nervoso, o jovem adentrou a sala, e consentiu ao aceno do senhor, que o fitava-o com incredulidade. Tenso, o rapaz perguntou aquele homem era o secretário de esporte. Com uma voz seca confirmou a resposta, e pediu que o rapaz se apresentasse. O jovem disse o nome e se apresentou ao secretário que insistiu que ele adentrasse a sala. Nervoso, começou a abrir uma pasta vermelha que segurava com uma das mãos. Dela retirou alguns documentos em ofício e duas revistas juntamente, colocou-as por cima da mesa. Sem demonstrar interesse, o homem somente o olhou, mas nada fez. Por final, o patético homem o cumprimentou com uma saudação de boas vindas. imediatamente o rapaz retribuiu o comprimento. E ambos por fim estenderam-se as mãos. O jovem mencionou o nome, e em seguida o senhor oriental fez o mesmo. O oriental perguntou o que eram aqueles papéis. Em furor rapidamente, o rapaz respondeu a enquete do homem, que não parecia se importar com a presença dele. _Então o senhor vai me ajudar? perguntou o rapaz.
_Não! respondeu rispidamente o secretário. Sem entender, o jovem aflito perguntou o motivo daquela falta de atenção ao caso apresentado pelo rapaz, que se intitulava jornalista.
_Eu não tenho interesse no teu trabalho e tão pouco posso te ajudar. Você precisa de um Q.I -Quem te indique. Assim fica mais fácil te ajudar. Já te falei uma vez isso...se não me falta a memória. Descontente com aquela surpreendente e inesperada declaração, o jovem jornalista insistiu naquela conversa que já parecia estar encerrada.
_Mas eu seria muito mais que útil. Trabalharia como free lance dos eventos esportivos realizados pela secretária. Montaria um site específico, com conteúdo esportivo, blogs para os atletas, criaria editorias de esporte além de manter atualizados os meios de comunicação das mídias locais.
Descontente, os esforços para articular e desarmar o secretário parecia em vão. O homem estava irredutível. Obviamente aquele esforço não iria resultar em opiniões positivas de aceitação. este parece ser o mau de todo oriental, quando o não é não, e pronto.
_Mas o senhor não esta vendo que eu tenho experiência, diploma, estou mostrando meus trabalhos ao senhor, não esta vendo?enfatizou. Poxa! eu te conheço a tanto tempo, o senhor já me viu em tantos eventos esportivos. Apelou, mas nada que disse iria mudar a sua situação naquela secretária.
_Não, não posso fazer nada, você optou em trabalhar como Auxiliar de serviços, afinal você prestou para isso, não foi? Afirmou o homem secamente. _Está e a portaria que você escolheu... ...em trabalhar nesta função, por tal você trabalha na portaria de auxiliar de serviço. Confirmou o japonês sem dar muita explicação no argumento que usou. Com um certo sentimento de pena do que estava argumentando, o secretário ainda tentou arrumar as coisas sugerindo uma solução para o problema do rapaz.
_Neste caso você precisaria prestar para assessoria de imprensa, ou ter alguém que te indique para a função. Finalizando a conversa que já não estava agrandando o homem.
Sem argumentos, a coragem se esvaiu ligeiramente. O rapaz não disse mais nada. Pegou seus trabalhos realistados, guardou novamente na pasta e saiu sem dizer mais nenhuma palavra, agradeceu o homem que o observava com um sorriso largo no rosto.
A história descrita acima é comum, apesar de não parecer. Muitos profissionais já passaram por situações um tanto quanto parecida. São vários os que buscam um lugar ao sol. Não é de hoje que as provas de se atingir o sucesso profissional mais que aumentaram, o mercado competitivo impõem limites e regras estrema mentes desacerbadas, que massacram e perseguem sem maguás, aqueles que tentam burlar os caminhos estreitos do sucesso profissional, seja qual for a área.
Para resolver estas e tantas outras polêmicas com o profissional de comunicação foi realisado, no dia 20 e 24 de Agosto deste ano -e faz um tempo já! mas foi super importante! - o 33° Congresso Nacional dos Jornalistas, na capital do estado de São Paulo. Entre os vários temos abordados durante o encontro, "O jornalismo, o mundo do trabalho e a liberdade de imprensa".
Estiveram presentes mais de 2oo profissionais -entre delegados e observadores- que acompanharam as muitas discussões de teses dos expositores, entre outras atividades também oferecidas durante aquele encontro.
Na ocasião foram feitas análises do cotidiano profissional da categoria, que aprofundou nos debates, as condições de trabalho nos diferentes segmentos comunicativos, e a defesa da ética no Jornalismo.
Voltando para a crônica do rapaz, que ao que tudo indicara vinha tentando pleitear uma oportunidade na área de comunicação, porém o secretário tão pouco fez para que isso acontecesse. A retórica dos fatos é a mesma na vida dos profissionais recém chegados e que buscam o lugar ao sol. A verassidade dos acontecimentos vem bem de longa data, e fora da realidade pessoal do que gostariam os muitos profissionais jornalistas. Na teoria todos os que buscam esta área acreditam na bagatela de que "o jornalismo tem capacidade de transformação social". Teoricamente meus amigos!
O fato real é que não há vagas para todos os formados, porque o mercado do jornalismo não cresce na mesma proporção que os cursos oferecidos. Esta sim é a realidade bem distantes dos blablabás dos Congressistas caros amigos!
Ao avaliar as inúmeras dificuldades de acesso, valores do serviço, contratos, registros que não existem, auxílios a saúde e odontológico, percebe-se sim o desamparo de um sindicato engajado, que não consegue dar conta do recado, a falta de obtenção de valores profissionais aos que embrenharam no mercado recentemente, que cairiam em forte contradição em um país dos "sem cultura, sem educação, dos sem noção". Ou seja, muitos acabam se sujeitando a situações degradantes da profissão. Existem profissionais que são obrigados, a darem uma de faxineiros, ou trabalham em outra profissão a que não a deles, ganhando o dinheiro do sustento próprio. Tudo isto em razão da grande oferta de profissionais -a grande maioria nem diplomados. Sem falar é claro, da burralização que vem sendo empregada nas escolas dos Estados e dos municípios. Isto é uma vergonha!
Qualquer aluno que não tenha estourado por falta conseguem passar o ano letivo, se isto não ocorre, o professor se encarrega de bombar o aluno que se desestimula e cai fora das salas de aula. Um grande ciclo que não tem fim. Ou seja, não existe mais uma obrigatoriedade de assistir aulas, em apresentar bons trabalhos escolares, e fácil fazer um CTRL + C, depois dar um CTRL + V, e vualar, esta pronto meu trabalho escolar. É rudimentar o ensino nas periferias, o professor tem medo de lecionar neste lugares, medo de morrer ou levar uma boa coça depois que deixarem a escola. E isto acontece muito hoje em dia. Atualmente é facial falar mas é difícil de ensinar nas salas de aula públicas, na prática a adequação educacional não existe.
Não fica tão distante se observarmos as conversas de jovens de baixa renda. Seus discursos muitas vezes não tem pé nem cabeça, falta acentuação das pronúncias, uma colocação adjetiva correta nas frases sem consistência.
Camões a está altura deve estar retorcendo na cova!
Se na sociedade de modo geral, a importância do ensino demostram sinais evidentes de desatenção quanto as consequências desta obrigatoriedade de uma educação fajuta, do aluno que não possui o domínio do que escreve ou fala, ou se tem capacidade de raciocinar o que esta lendo, isto não importa mais para a convivência social "nos tempos modernos". O professor que é o professor, que aliás pode ser qualquer um que ensine alguma coisa, não precisa necessariamente ter o registro de professor para dar aulas, pelo menos na secretária de Esporte na qual trabalho, não precisa nem ter faculdade de educação física para dar aulas, basta saber. Voltando ao assunto, na verdade existe um retrocesso no ensino no Brasil, foi se os tempos das vacas gordas, onde quem estudava em escola particular era considerado "o aluno de pouco conhecimento". Isto em mil novecentos e bolinha. A falta de valorização do aluno por conta desta circunstâncias, muitas vezes redunda da consequência negativa ocasionada por conta desses fatores.
A educação, além da segurança, é um importantíssimo eixo para uma vida digna de um país. se os valores empregados pelos profissionais detentores da cultura fossem valorizados, mais ainda seria educadas de forma geral, os cidadães deste país. Menos jovens se matariam nas estradas, nas escolas, ou precisariam se envolver com drogas mortais ou mesmo, tornariam-se traficantes de entorpecentes pelos bairros. atualmente nas escolas públicas, professores e professoras são mal pagos pelo estado, desmotivados pelo governo, desestimulados, sobrecarregados e desanimados por receberem um salário minúsculo.
A educação deveria começar pelo alto: pelas autoridades, pelos políticos e os seus exemplos, pelos líderes. O resultados de todo este descredito, que sofreu o jovem jornalista -na crônica inicial do texto- dá margem para o surgimento do assédio moral por exemplo, daqueles que empregam valores culturais a sociedade. É uma casca de ferida aberta em meio a inúmeras varejeiras verdes em volta da merda, devorando e infectando tudo o que encontram pela frente, neste caso, as letras do velho Aurélio. As consequências são perversas a saúde da educação, da cultura deste país.
Estudos recentes mostram que os males provocados pela falta de cultura aos nossos estudantes das escolas públicas e municipais, são distúrbios imorais e psíquicos, com sintomas irreversíveis a formação da conduta moral ética. Muitos casos como o assédio moral, por exemplo, só acontecem por que alguém faz e o outro alguém permite faze-lo. Ocorrem exatamente pela falta de estrutura moral, psíquica das pessoas despreparadas para enfrentá-lo, principalmente em um ambiente controlado pelo autoritarismo, atrelados ao desrespeito profissional e quem faz, incutidos por ordem de chefias promíscuas.
Humilhadas constantemente, gritar sem motivos, praticar ataques repetitivos a um determinado funcionário, vêem sistematização e intencionalidade em prejudicar o "adversário", sintomas de quem tem medo do que é maior daqueles que nada sabem e tudo temem.
O que é fato, é a necessidade de conscientizar que a violência a moral, a educação, legitima as transformações sociais de uma sociedade, principalmente de quem deveria ser exaltado pela formação de um alto grau de conhecimento. As constantes humilhações, a vergonha e o medo daqueles que sofrem a penúria dos incultos, são combustíveis dos assédio moral, da moralidade desacerbada.
O profissional em comunicação, no caso o Jornalista é um trabalhador que deveria ter, uma posição estratégica na construção da sociedade, e precisaria ter consciência dos direitos dele enquanto produtor intelectual...Balela para o resto!!!












