domingo, 16 de novembro de 2008

A burrice e o Jornalismo

CRÔNICAS CONTEPORÂNEAS
A BURRICE E O JORNALISMO!
Inexperiente, entrou um moço alto, corpo esguio de cabelos claros em um saguão de espera. Determinado caminhou sorrateiro em lance de escadas para um corredor com pouca luminosidade. A frente havia uma sala ampla e fria. A sala levava-o a uma outra, onde encontrou um senhor oriental sentando em uma mesa abarrotada de papéis, ao ver o rapaz parado na porta fez um gesto com a mão pedindo que adentrasse pela porta. Pela segunda vez insistiu ao rapaz que se sentasse na frente dele. Nervoso, o jovem adentrou a sala, e consentiu ao aceno do senhor, que o fitava-o com incredulidade. Tenso, o rapaz perguntou aquele homem era o secretário de esporte. Com uma voz seca confirmou a resposta, e pediu que o rapaz se apresentasse. O jovem disse o nome e se apresentou ao secretário que insistiu que ele adentrasse a sala. Nervoso, começou a abrir uma pasta vermelha que segurava com uma das mãos. Dela retirou alguns documentos em ofício e duas revistas juntamente, colocou-as por cima da mesa. Sem demonstrar interesse, o homem somente o olhou, mas nada fez. Por final, o patético homem o cumprimentou com uma saudação de boas vindas. imediatamente o rapaz retribuiu o comprimento. E ambos por fim estenderam-se as mãos. O jovem mencionou o nome, e em seguida o senhor oriental fez o mesmo. O oriental perguntou o que eram aqueles papéis. Em furor rapidamente, o rapaz respondeu a enquete do homem, que não parecia se importar com a presença dele.
_Então o senhor vai me ajudar? perguntou o rapaz.
_Não! respondeu rispidamente o secretário. Sem entender, o jovem aflito perguntou o motivo daquela falta de atenção ao caso apresentado pelo rapaz, que se intitulava jornalista.
_Eu não tenho interesse no teu trabalho e tão pouco posso te ajudar. Você precisa de um Q.I -Quem te indique. Assim fica mais fácil te ajudar. Já te falei uma vez isso...se não me falta a memória. Descontente com aquela surpreendente e inesperada declaração, o jovem jornalista insistiu naquela conversa que já parecia estar encerrada.
_Mas eu seria muito mais que útil. Trabalharia como free lance dos eventos esportivos realizados pela secretária. Montaria um site específico, com conteúdo esportivo, blogs para os atletas, criaria editorias de esporte além de manter atualizados os meios de comunicação das mídias locais.
Descontente, os esforços para articular e desarmar o secretário parecia em vão. O homem estava irredutível. Obviamente aquele esforço não iria resultar em opiniões positivas de aceitação. este parece ser o mau de todo oriental, quando o não é não, e pronto.
_Mas o senhor não esta vendo que eu tenho experiência, diploma, estou mostrando meus trabalhos ao senhor, não esta vendo?enfatizou. Poxa! eu te conheço a tanto tempo, o senhor já me viu em tantos eventos esportivos. Apelou, mas nada que disse iria mudar a sua situação naquela secretária.
_Não, não posso fazer nada, você optou em trabalhar como Auxiliar de serviços, afinal você prestou para isso, não foi? Afirmou o homem secamente. _Está e a portaria que você escolheu... ...em trabalhar nesta função, por tal você trabalha na portaria de auxiliar de serviço. Confirmou o japonês sem dar muita explicação no argumento que usou. Com um certo sentimento de pena do que estava argumentando, o secretário ainda tentou arrumar as coisas sugerindo uma solução para o problema do rapaz.
_Neste caso você precisaria prestar para assessoria de imprensa, ou ter alguém que te indique para a função. Finalizando a conversa que já não estava agrandando o homem. Sem argumentos, a coragem se esvaiu ligeiramente. O rapaz não disse mais nada. Pegou seus trabalhos realistados, guardou novamente na pasta e saiu sem dizer mais nenhuma palavra, agradeceu o homem que o observava com um sorriso largo no rosto.
A história descrita acima é comum, apesar de não parecer. Muitos profissionais já passaram por situações um tanto quanto parecida. São vários os que buscam um lugar ao sol. Não é de hoje que as provas de se atingir o sucesso profissional mais que aumentaram, o mercado competitivo impõem limites e regras estrema mentes desacerbadas, que massacram e perseguem sem maguás, aqueles que tentam burlar os caminhos estreitos do sucesso profissional, seja qual for a área.
Para resolver estas e tantas outras polêmicas com o profissional de comunicação foi realisado, no dia 20 e 24 de Agosto deste ano -e faz um tempo já! mas foi super importante! - o 33° Congresso Nacional dos Jornalistas, na capital do estado de São Paulo. Entre os vários temos abordados durante o encontro, "O jornalismo, o mundo do trabalho e a liberdade de imprensa". Estiveram presentes mais de 2oo profissionais -entre delegados e observadores- que acompanharam as muitas discussões de teses dos expositores, entre outras atividades também oferecidas durante aquele encontro.
Na ocasião foram feitas análises do cotidiano profissional da categoria, que aprofundou nos debates, as condições de trabalho nos diferentes segmentos comunicativos, e a defesa da ética no Jornalismo.
Voltando para a crônica do rapaz, que ao que tudo indicara vinha tentando pleitear uma oportunidade na área de comunicação, porém o secretário tão pouco fez para que isso acontecesse. A retórica dos fatos é a mesma na vida dos profissionais recém chegados e que buscam o lugar ao sol. A verassidade dos acontecimentos vem bem de longa data, e fora da realidade pessoal do que gostariam os muitos profissionais jornalistas. Na teoria todos os que buscam esta área acreditam na bagatela de que "o jornalismo tem capacidade de transformação social". Teoricamente meus amigos!
O fato real é que não há vagas para todos os formados, porque o mercado do jornalismo não cresce na mesma proporção que os cursos oferecidos. Esta sim é a realidade bem distantes dos blablabás dos Congressistas caros amigos!
Ao avaliar as inúmeras dificuldades de acesso, valores do serviço, contratos, registros que não existem, auxílios a saúde e odontológico, percebe-se sim o desamparo de um sindicato engajado, que não consegue dar conta do recado, a falta de obtenção de valores profissionais aos que embrenharam no mercado recentemente, que cairiam em forte contradição em um país dos "sem cultura, sem educação, dos sem noção". Ou seja, muitos acabam se sujeitando a situações degradantes da profissão. Existem profissionais que são obrigados, a darem uma de faxineiros, ou trabalham em outra profissão a que não a deles, ganhando o dinheiro do sustento próprio. Tudo isto em razão da grande oferta de profissionais -a grande maioria nem diplomados. Sem falar é claro, da burralização que vem sendo empregada nas escolas dos Estados e dos municípios. Isto é uma vergonha!
Qualquer aluno que não tenha estourado por falta conseguem passar o ano letivo, se isto não ocorre, o professor se encarrega de bombar o aluno que se desestimula e cai fora das salas de aula. Um grande ciclo que não tem fim. Ou seja, não existe mais uma obrigatoriedade de assistir aulas, em apresentar bons trabalhos escolares, e fácil fazer um CTRL + C, depois dar um CTRL + V, e vualar, esta pronto meu trabalho escolar. É rudimentar o ensino nas periferias, o professor tem medo de lecionar neste lugares, medo de morrer ou levar uma boa coça depois que deixarem a escola. E isto acontece muito hoje em dia. Atualmente é facial falar mas é difícil de ensinar nas salas de aula públicas, na prática a adequação educacional não existe.
Não fica tão distante se observarmos as conversas de jovens de baixa renda. Seus discursos muitas vezes não tem pé nem cabeça, falta acentuação das pronúncias, uma colocação adjetiva correta nas frases sem consistência.
Camões a está altura deve estar retorcendo na cova!
Se na sociedade de modo geral, a importância do ensino demostram sinais evidentes de desatenção quanto as consequências desta obrigatoriedade de uma educação fajuta, do aluno que não possui o domínio do que escreve ou fala, ou se tem capacidade de raciocinar o que esta lendo, isto não importa mais para a convivência social "nos tempos modernos". O professor que é o professor, que aliás pode ser qualquer um que ensine alguma coisa, não precisa necessariamente ter o registro de professor para dar aulas, pelo menos na secretária de Esporte na qual trabalho, não precisa nem ter faculdade de educação física para dar aulas, basta saber. Voltando ao assunto, na verdade existe um retrocesso no ensino no Brasil, foi se os tempos das vacas gordas, onde quem estudava em escola particular era considerado "o aluno de pouco conhecimento". Isto em mil novecentos e bolinha. A falta de valorização do aluno por conta desta circunstâncias, muitas vezes redunda da consequência negativa ocasionada por conta desses fatores.
A educação, além da segurança, é um importantíssimo eixo para uma vida digna de um país. se os valores empregados pelos profissionais detentores da cultura fossem valorizados, mais ainda seria educadas de forma geral, os cidadães deste país. Menos jovens se matariam nas estradas, nas escolas, ou precisariam se envolver com drogas mortais ou mesmo, tornariam-se traficantes de entorpecentes pelos bairros. atualmente nas escolas públicas, professores e professoras são mal pagos pelo estado, desmotivados pelo governo, desestimulados, sobrecarregados e desanimados por receberem um salário minúsculo.
A educação deveria começar pelo alto: pelas autoridades, pelos políticos e os seus exemplos, pelos líderes. O resultados de todo este descredito, que sofreu o jovem jornalista -na crônica inicial do texto- dá margem para o surgimento do assédio moral por exemplo, daqueles que empregam valores culturais a sociedade. É uma casca de ferida aberta em meio a inúmeras varejeiras verdes em volta da merda, devorando e infectando tudo o que encontram pela frente, neste caso, as letras do velho Aurélio. As consequências são perversas a saúde da educação, da cultura deste país.
Estudos recentes mostram que os males provocados pela falta de cultura aos nossos estudantes das escolas públicas e municipais, são distúrbios imorais e psíquicos, com sintomas irreversíveis a formação da conduta moral ética. Muitos casos como o assédio moral, por exemplo, só acontecem por que alguém faz e o outro alguém permite faze-lo. Ocorrem exatamente pela falta de estrutura moral, psíquica das pessoas despreparadas para enfrentá-lo, principalmente em um ambiente controlado pelo autoritarismo, atrelados ao desrespeito profissional e quem faz, incutidos por ordem de chefias promíscuas.
Humilhadas constantemente, gritar sem motivos, praticar ataques repetitivos a um determinado funcionário, vêem sistematização e intencionalidade em prejudicar o "adversário", sintomas de quem tem medo do que é maior daqueles que nada sabem e tudo temem. O que é fato, é a necessidade de conscientizar que a violência a moral, a educação, legitima as transformações sociais de uma sociedade, principalmente de quem deveria ser exaltado pela formação de um alto grau de conhecimento. As constantes humilhações, a vergonha e o medo daqueles que sofrem a penúria dos incultos, são combustíveis dos assédio moral, da moralidade desacerbada.
O profissional em comunicação, no caso o Jornalista é um trabalhador que deveria ter, uma posição estratégica na construção da sociedade, e precisaria ter consciência dos direitos dele enquanto produtor intelectual...Balela para o resto!!!
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

segurem-se, porque a casa caiu!

debate economico - CONTEXTO ECONOMICO
SEGUREM SE, PORQUE A CASA CAIU !
"O mercado não é, por si , racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingem o nível de autodestruição."
Boaventura de souza santos, 67 sociólogo português, é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra(Portugal). È autor, en- tre outros livros, de "Para uma Revolução Democrática da Justiça"(cortez,2007)
Não é de hoje que o Brasil é marcado profundamente por razão de turbulências financeiras. Já faz parte da cultura nacional melindrarmos nas difíceis fases de oscilações que o mercado impõem aos investidores, acionistas e empresas instaladas em solos tupiniquins. Desde às épocas das "Antilhas", o Brasil veem sendo constantemente ameaçado pelas ondas do, vai e vem, da economia mundial. Por tanto, a razão do motivo das atenções voltados ao universo economico. E olha, que os problemas são muito mais do que se imaginam. Pois bem, para aqueles que se enquadram no perfil, do tipo acionistas de primeira viajem, se preparem porque a maré não é para peixe. A jornada economica no momento e de mão dupla. A atenção aos noticiários sobre quanto anda nossas finanças investidas em consumo do aproveitamento próprio requer bastante atenção. Assim como no Brasil, de forma inversa, a economia da América do Norte também sofre risco, e é por causa deles que estamos flutuando em águas turbulentas agora, e de poucos peixes.
A forte economia dos EUA foi durante 80 anos o sistema economico mais forte do mundo, e da noite para o dia, esta economia se transformou em um funesto sistema rotativo. O poder de investimentos dos EUA foi aniquilado, e o desequilíbrio deles vai afetar o Brasil. A crise Americana tornou-se um assunto para tablóide nenhum botar defeito, isto ninguém pode negar. Porém, contudo, após a grande "derrubada", metáforicamente falando, o sistema financeiro operacional norte-americano começou a dar sinais claros de crise do capitalismo neoliberal, quem diria, modelo inventado por eles mesmos. No contexto, a crise iniciou-se logo após ao desastre de 11 de Setembro de 2001
O governo começou a incentivar os bancos a emprestar dinheiro e facilitar empréstimos para os seus clientes e contribuíntes, pois queriam alavancar a economia que estava começando a entrar em recesso, um grande incentivo fiscal, com redução de juros e outros benefícios fiscais. Grande e pequenos bancos passaram a dançar conforme a música. O setor imobiliário foi quem contribuiu para o início desta crise financeira. Os bancos facilitavam empréstimos para compra de imóveis sem pedirem qualquer asseguriedade de quem precisava fazer o empréstimo para a aquisição de seus imovéis. Com a facilitação sem a garantia de retorno de quem se emprestava, os banco e as financiadoras arcaram com um prejuízo sem tamanho. Em geral os depósitos dos compulsórios não tinham fundos, o que atingiu em cheio quem havia emprestado dinheiro a quem não tinha como pagar depois. Bastaram três semanas de farra total, para que a transformação do otimismo incutido, e desenfreado virasse indicadores não mais positivos, como queriam se fazer a política economica dos EUA, mas indicadores de prenúncios de uma ruína em caos economico, dados estes ignorados até setembro deste ano.
Empresas grandes e operacionalmente eficazes envolveram-se em compulsórias investidas financeiras, provocando o aumento de riscos e um prejuíso nas finanças internas. Ocorreu a redução da ajuda do crédito, que serviu até então para financiar tudo isto. Conseqüetemente bancos menores sofriam o risco de baixas excessivas na margem de lucro, de aperto agudo nos transitórios de linha de crédito, ou mesmo coisa pior. No Brasil, a turbulência da crise e os efeitos dos juros mais altos da crise externa, já estavam sendo sentidas desde março, o que mostrava os sinais de desaceleração da economia. Embora suaves, o custo médio de captação de recursos no exterior, por exemplo, já dera um salto de fevereiro para março, segundo dados do BC-Banco Central. Mas o auto dos adiantamentos sobre contratos do câmbio - ACC (financiamento para a produção de exportáveis) e o dinheiro que empresas obtinham via captação no exterior, não variavam tanto assim neste período tumultuado. As taxas médias pelos quais os bancos captavam recursos (empréstimos), deu um salto em março, porém em menos proporções em agosto. Enquanto isto, o custo médio de crédito para pessoa física crescia desde abril. Os fundos de investimentos começaram a perder recursos, a grosso modo, o vazamento no ano, se concentrava compreensivelmente em fundos multi mercados, abalados pela míngua da bolsa.
O rombo gerado pelo estouro da bolha da habitação americana provocou um dado novo com relação a intervenção em curso do Estado para impedir o declínio nos preços dos imóveis. O governo dos EUA "tabelou" os preços dos imóveis, pois os papéis e títulos dos imóveis não perderam o valor no mercado. Na prática nada mais valiam, e raros compradores se aventuraram em comprá-los ou cotá-los. O mercado livre passou a pedir ao Estado para fazer o preço. Para impedir que os preços despencassem lá em baixo, o número de hipotecas executadas precisou ser limitada ao mínimo, sendo ajustadas à capacidade de pagamentos dos proprietários dos imóveis, ou seja o fato de que a maioria das muitas hipotecas fossem fatiadas e revendidas na forma de obrigações de divida caucionada, não resolveu os ânimos dos detentores das diversas fatias destes títulos podres.
O montante de US$ 700 bilhões em ações preferências seria insuficiente para cobrir o rombo dos bancários, de modo a incluir inclusive, o esquema do congresso de alteração dos termos de hipoteca no pacote de resgate. As instituições financeiras quebraram porque não podem agora vender seus ativos, tais como instrumentos financeiros complexos. Não vendem, entre outros motivos, porque os preços dos financiamentos são bem menores daqueles que foram oferecidos no início pelos financistas. Os papéis empregados pelos proprietários eram cotados por valores fictícios, imaginários, matemáticas de cotação fantasiosa, [na tradução livre de "market to fantasy", paródia de "market to market]. Há 30 anos, o mercado dos EUA obtém a liberdade que quer. O mercado se enganou, porque o BC dos EUA deixou os juros em níveis muito baixos por tempo demais, os incentivos eram errados, e por isso o mercado se desviou. Ninguém notou que os incentivos estavam errados. Em resumo, o mercado capturou as instituições oficiais, e se viu livre. Agora, numa situação como a de um sequêstro com ameaça de morte, querem ajuda estatal, de resto sem contra partida.
A bolha, no caso imobiliária, atual vilã da história, e tão ou mais letal do que sua parente assassina do famoso filme Steve Mc Quem. Bolhas são criadas quando a quantidade de dinheiro em circulação cresce a uma razão maior do que o próprio crescimento da econômia. Nasceu porque os valores relativos de bens e serviços começam a sofrer num desequilíbrio; O excesso de oferta de dinheiro no mercado é bem maior, o pessoal acaba inventando moda foi o que aconteceu neste caso para alavancar a economia norte americana, depois de 11 de setembro há dez anos atrás. Na verdade tudo começou dali.
Não muito distante.. ..a loucura em investir na internet, nos anos 90, empresas avaliadas em bilhões de dolares foram reduzidas a pó. Aquele financiamento ficou conhecido como a "bolha da internet". E terminou quando as cotações se realinharam à realidade. Vale lembrar que a palavra crédito vem do latim "credire", acreditar. Quem não acredita não empresta nem investe. Mas veja só como se deu a receita para a catástrofe.
A missão do Federal Reserve, o banco central dos EUA, seja quem for seu presidente, é a de promover o crescimento e conter a inflação. Pois, quando assumiu o cargo, em 1987, Alan Greenspan resolveu afrouxar as rédeas de uma econômia qua já vinha cortando impostos e oferecendo dinheiro barato. Em 1999, durante o governo Clinton, o congresso aprovou a sulpressão do Ato Glass-Stegall, de 1933, que fazia distinção entre bancos comerciais, de investimentos e corretoras. A medida foi aprovada por congressistas de ambos os partidos [republicanos e democratas] e, na pratica abriu as portas para a casa-da-mãe-johanna.
Quando a bolha da internet estourou, afim de evitar uma recessão, Greenspan injetou ainda mais dinheiro na econômia. O mesmo ocorreu após o ataque às torres gêmeas. Esse excesso de liquidez gerou uma turbulência invertida de novos produtos financeiros, que o mercado consumiu com verocidade
Há de certo uma novidade imprevista, que é a crise de liquidez mundial ter se tranformado parte no mercado internacional, e em produtos de menor crédito de investimento, por exemplo. A taxa de juros passa a ter um forte impacto na redução de consumo e do crédito. A arrecadação passa a ter um reflexo de desaceleração, principalmente na empresa de varejo e setor bancário. Não é preciso muito para concluir, segundo expecialistas no assunto, que os EUA estarão passando por uma recessão bíblica, mesmo se os bancos sobreviverem para contar a história.
Assim, justa ou injustamente, quando a situação chega aonde chegou, a verdade é que o governo deixa de ter opções: ou resgata o sistema financeiro ou vive uma crise ainda maior. Nestas circunstâncias envolvem temas complexos do ponto de vista teórico. Não apenas o governo não consegue se comprometer com uma promessa de não salvar os bancos como, por esse motivo, gerar incentivos errados em termos de atitudes com relação à tomada de risco. A única alternativa que sobra ao poder público é não permitir que os bancos com incentivo do resgate de US$ 700 bilhões de titúlos públicos por papéis lastreados em hipotécas pertecentes a bancos, se engajem em operações arriscadas: caso das apostas funcionarem, ficarem com os ganhos, ou caso percam, sabem que ao menos parte dos prejuízos será pago pela sociedade
A crise atual, portanto, tem origens mais prosaicas dos que certos analistas pareciam crer. Não resulta das "contradições inerentes ao capitalismo", nem implica no fim do credo liberal. Mas em uma regulamentação inadequada que os bancos mantiveram fora do balanço real, além de alavancar orgãos reguladores e fiscalizadores.
Para especialistas esta é uma fase nova fase na economia mundial. Uma nova globalização pós neo-liberal internamente muito mais diversificada. Emergem novos regionalismos, já presentes na Africa e na Asia, mas sobretudo importantes na america latina, consolidado com a criação da união das nações inter americanas e do Banco do sul.
De acordo com o Deutsche Bank, os bancos brasileiros também podem enfrentar uma deteriosação de ativos e uma alta nos custos de financiamento. O sentimento do setor se deteriorou, e os efeitos indiretos podem gerar pressões adicionais para um ambiente operacional já difícil no pais. Os principais riscos estão na deteriorização da qualidade dos ativos, a alta nos custos de financiamento, o acirramento da interferência governamental e um crescimento economico mais lento.
O banco central vem aumentando os juros já há bastante tempo, e seus efeitos sobre o consumo devem começar a aparecer mais a frente. Recentemente, a liquidez da economia começou a ser afetada pela crise bancária americana pelo canal de crédito em doláres. Nos últimos meses ocorreu uma elevação importante de juros pagos pelas empresas brasileiras nas suas operações internacionais. O BC foi forçado recentemente a disponibilizar doláres de suas reservas para atender à demanda de câmbio. Em outro momento, o BC dos EUA adiou o recolhimento do compulsório sobre as operações de lesing para aliviar a presão. Nesta situação, com relação a escasses das marés, o mercado brasileiro foi forçado, a travar as operações de crédito de forma violenta. Os reflexos desse movimento sobre a economia serão fortes nos próximos meses e, certamente, chegarão ao consumidor e ao mercado de trabalho.

Fonte: Folha de São Paulo - dinheiro, 25, 26 de setembro, 01, 02 de outubro-2008
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

o fantástico efeito "borboleta"

OPINIÃO- esporte
O FANTÁSTICO

EFEITO "BORBOLETA"

Por uma questão de opinião obtive coragem para complementar a opinião de uma leitora de um jornal local da cidade de Indaiatuba. O texto focava a importância da prática do esporte na vida das pessoas, no rendimento e atribulações que se fazem entender, quanto da necessidade da prática esportiva em qualquer aspecto da vida em particular. É claro que as definições quanto a importância das oportunidades que se tem no desenvolvimento esportivo para as crianças, adolescentes ou para as pessoas de forma geral denotam a um conceito procedente da melhor forma da qualidade de vida em questão. Não existe dúvidas, quanto a última definição, "uma vida saudável". Infelizmente para muitos, a prática do esporte não é habitual, e isto é um fato. Na medida que as pessoas interagem neste fantástico universo, o "do esporte", existem atrelado ao universo, o consumo, o mercado, o universo dos patrocinadores e patrocinados. Mas há um outro conceito para atribuir e muito, as benécies de todos os praticantes do esporte. Parece papo de maluco, mas não é não. Falo do "efeito borboleta. São os produtos, as marcas, o mercado consumidor, os medicamentos, as universidades, que formam o profissional capaz de desenvolver o esporte e aplicá-lo, entre tantos outros atributos existentes no universo esportivo.
Crianças bricam com tecnologia chinesa
O outro lado da moeda digamos assim, agora, entramos na parte da importância de uma vida saudável. Mas para ser saudável tem que ter consciência da importância de se ter na vida, um hábito saudável. E tudo está intricicamente funcionando, contribuindo lado a lado de acordo com os exemplos que temos. Para o desenrolar da carruagem, é neste caso, as muitas conquistas dos adeptos ao esporte nas suas modalidades esportivas, dos esforços em conquistar títulos e vitórias, de fazer crescer um nome para quen todos passem a interagir junto deste ou daquele atleta, e seu universo, mesmo de uma forma não muito física, mas da forma moral, social e cívica; poética inspiradora capaz de gerar uma nação inteira de adeptos, fanáticos, loucos pelo esporte. Uma cultura inteira de pessoas saudáveis, fiéis a uma convicção de alavancar uma sociedade na pluralidade do bem estar. Esta realidade não muito distante concretiza heróis nacionais que induzem a prosseguir mesmo nos piores tropeços da vida. São exemplos como Daiane dos Santos, Fabiana Mürer, que apesar de ter sido cotada para subir ao pódio, não superou o sarrafo da desorganização; César Cielo, bronze nos 100 metros, Maurrem Maggi, que graças a 1 só centímetro a mais foi o que bastou para a superação do ouro e por fim, o maior atleta Olímpico de todos os tempos, Michael Phelps.
César Cielo , Marrem Maggi, Atleta paraolímpico na abertura
É claro não poderia deixar de mencionar nossos atletas Paraolímpicos, que estão representando muito bem nosso país, apesar da pouca mídia. Realmente abster-se de tamanha diversidade de fatores e exemplos que contribuem para a moral da prática esportiva é muito não é mesmo! Além dos exemplos de dedicação, força de vontade em atingir os sonhos e objetivos de cada um em especial, apesar das dificuldades, e olha que são inúmeras, mesmo se tratar-mos do outro lado da moeda por exemplo, o do mercado dos patrocinadores, que precisam superar e muito, as suas dificuldades financeiras, pois, uma não existe sem à outra. Deste ponto de vista, com relação a minha colega e sua nota sobre a importância do esporte na vida das pessoas é que afirmo a importância de enfatizar este vínculo com a prática esportiva.
No município onde resíduo atualmente, por exemplo, encontro o descrédito e a falta de entendimento quanto a importância real da esfera do universo esportivo em particular. Na verdade, apesar dos esforços dos professores, coordenadores e até mesmo da secretária relacionada, falta ao meu entendimento, o consenso de valorizar as informações relacionadas, em demostrar aos que não estão interagindo com este universo, os resultados dos esforços apresentados pelos atletas e seus tutores. Na verdade, existe uma falsa intenção e interpretação dos fatos de consolidar estes esforços. No final do mês passado por exemplo, ocorreu o primeiro Campeonato de Taekwondo da cidade de Indaiatuba, Mestre Márcio Eugênio, Campeão Pan Americano de Taekwondo. Ao todo foram 14 equipes e 150 atletas dos Estado de São Paulo, com um número recorde de cidades inscritas. Mas para a surpresa de todos, apenas um fotógrafo de uma imprensa local estava presente.
Crianças exibem movintos do Taekwondo
O Campeonato que foi realizado em um Ginásio esportivo, que aliás é sede da Secretária esportiva local, não divulgou notoriamente o acontecimento tão importante para a cidade. Aliás a secretária bem que poderia ter uma Assessoria de imprensa em particular para divulgar esses acontecimentos. Mas de fato, a realidade da falta de incentivo é cultural. Não tem como mudar isto de imediato. Somente através de exemplos como os de nossos "heróis" é possível promover e incutir a importância do esporte no cotidiano das pessoas. Ao ler o artigo, liguei o fato com as histórias que ouço e vejo todos os dias, já que sou um desportista nato, o acordo dos termos apresentados pelas explanação de ideais como o meu e o da colega, é a complexidade ideológica e si. A banalização de se fazer ou não um evento, determina por si só o além de "se fazer o..". A concretização da promoção de auto estima de quem prática o esporte, é um fator interligado ao crescimento cultural. Algo que possa enraizar no sub incosciênte. E que segundo ressaltou minha colega,"Infelizmente o mundo não ficou perfeito por causa das Olímpiadas, mas que bom seria se o espírito olímpico permanecesse, certamente viver seria muito mais prazeroso". Claro que esta conotação poética força um pouco a idéia, mas seria muito bom que todos tivessem a consciência das muitas coisas que acorrem por de trás de um "herói do esporte", e todas as atribuiçães importantes em se praticar uma modalidade esportiva, e não simplesmente fazer por fazer.
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

E cobra comendo cobra

ARTIGO
É cobra comendo cobra
O título em questão me pareceu bastante sugestivo já que em termo de metáfora, o seu significado designa a pessoas que se destróem, em troca de quinquilárias adversas. Claro que não poderia ser diferente a todos os que passam por cima de tudo ou de todos, para obterem êxitos ou serem felizes por coisas do interesse particular. Todos, ou quem não já almejou algo com sendo a última tarefa de ser cumprida...perseguida."Ter ou não ter"essa é o "tostão"... O financeiro, o cargo de confiança, o da chefia...aquele que só manda, e não faz nada no trabalho. E ainda recebe um dinheirão para fazer isso, o serviço de só mandar. E claro, que não estou acusando você de estar fazendo isso, você deve ser um daqueles que sofre deste mesmo mau; não é mesmo?Vamos refletir um pouco mais... outro dia discuti com meu chefe o fato dele estar me passando a imagem do péssimo funcionário. Fiquei estarrecido com aquela situação, já que isso não era verdade, me defendi, disse e o acusei de estar cometendo Injúria contra minha pessoa. Disse ainda que ele provasse o que estava me dizendo. Coisa que não conseguiu fazer. Ainda me disse, para se defender, que aquilo era o que os meus "colegas" estavam dizendo. Claro que ele, meu chefe percebeu que aquela conversa não ia dar em nada, e que somente iria deixá-lo em péssima situação. Depois disso, o comportamento dele por mim mudou do dia para a noite.As vezes vejo muitas dessas situações em lugares mais inusitados possíveis, como no coro de uma Igreja por exemplo, "Ah! o Alfredo esta definhando com o coro", mas esta mesma pessoa que estava tecendo o maligno comentário contra o coitado do "Alfredo", estava ali, do ladinho da pessoa. Estou rodeado de cobras. Sem ofender é claro, é só uma comparação do significado "oportunistas". Mesmo porquê, gosto de cobras, elas até que são bonitinhas, coloridas, eu até que já tive uma, a coral falsa. Ela era filhotinha, cresceu e eu ecologicamente a soltei. Aliás "essas" cobras que metaforizei, não são venenosas, na sua maioria são doceis e coloridas, enganam bonitinho você. Mas todos dão o bote, assusta mas não mordem!