Orgasmo
virtual
Sabe-se que desde que a internet surgiu como “serviço à população”, inúmeras teses apareceram apontando como o fim da vida carnal ou de que estaríamos entrando na fase do “pós-humanismo”. O mundo carnal a é esta, e a esfera virtual já é uma extensão daquilo, digamos assim, que vivemos no cotidiano ordinário e entendido como a “vida” real.
O fato é: hoje que as pessoas vivem cada vez mais em torno do seu super herói nas redes sociais e nelas namoram, noivam ou simplesmente trasam.
Desde a criação das salas de bate papo, ou chamadas salas virtuais, no fim dos anos 90, iniciou-se uma prática que hoje faz parte do cotidiano de muita gente: o sexo virtual. E como se começa uma conversa virtual com intenções sexuais? Há orgasmo? Vicia? “Geralmente, quando procuro sexo virtual frequento chat ou vou aos contatos do msn ou outras redes de comunicação como o Orkut e facebook por exemplo, colhidos em ocasiões do gênero do tipo especificado por quem esta afim do que realmente sabe o que deseja encontrar do outro lado do mundo virtual. As pessoas se apresentam e se interessam pelo assunto especificado. A interação é a típica desde por exemplo, o tipo de lugar: quem se apresenta de modo breve: quantos anos tem, onde reside, o que esta afim, o que procura – e falam de seus interesses principalmente, trocam o msn, onde a conversa tende a continuar”, conta Joel Oliveira, 43 anos.
Já André marcos Silveira, 37, inicia seus contatos virtuais em salas de bate papo. ”Costumo olhar o perfil, ou a foto, se me interessar ou me atrair fico afim, senão... ..passo apenas meu contato pessoal”. Finaliza. Iniciada as conversas preliminares, o que será que atrai essas duas pessoas em relação aos pretendentes virtuais?
“A abordagem minimamente de escrita tiram o tesão”. Relata enfim um dos entrevistados. “Antes de iniciar a conversa o que chama atenção, inicialmente efêmera (como você só quer ‘sentir’ prazer e pronto) e carnal gostos e preferências são vistos desde o inicio da conversa ou do recado recebido”. Afirma Joel, ao contar que o próximo passo é analisar a foto e descobrir se o interessado ou interessada, está com “o mesmo objetivo”, para depois “falar coisas que comecem a excitar”.
Os dois entrevistados, no caso homens, afirmam sentir quando as coisas estão acontecendo, ou rolando a partir da conversa. Ambos também relatam que já partem para o assunto sexual e, a partir daí, eles contam que as palavras são fundamentais nesse momento, já que, como conta André, “se um kara ou uma garota fala algo errado e já estamos nos masturbando, a coisa pode complicar”.
Troca de palavras, mostra de partes genitais e masturbação, sem o contato carnal realmente funcionam?
“Geralmente o orgasmo numa relação virtual, só é atingido com masturbação durante o contato ou logo após, quando há masturbação esta acontecendo durante o contato primeiramente virtual, geralmente ela se dá em conjunto com aquele que esta participando do processo sexual”. Diz André ao revelar que nunca teve orgasmo em um sexo virtual, porém, segundo ele, “sempre alcançava a ejaculação pensando na pessoa do outro lado fazendo sexo com ele na vida real”.
O sexo é virtual e o gozo também, porém, a linha entre o mundo on-line e real é tênue. Os dois entrevistados afirmam que as suas experiências já extrapolaram tais fronteiras. “Já tive sexo virtual com pessoas com quem depois tive relações reais e já tive o contrário também, relações virtuais com pessoas com quem já havia tido relações reais. A internet pode ser uma lugar bacana para conhecer pessoas, seja para sexo eventual real, virtual ou para uma amizade colorida”. Conta André.
Joel relatou que nunca numa ocasião encontrou uma relação amorosa virtual em uma boate. “Estava em um clube e encontrei na pista uma pessoa que me interessou muito, com quem eu tinha feito sexo virtual três dias antes dessa festa, contudo, não havíamos marcado de nos encontrar, foi mera coincidência. Na festa conversamos , ficamos e transamos na vida real”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário