Diante de tantas amarguras, eu iniciei em um escrito, o ato de deletar todas aquelas enfermidades inconstrutivas do aspecto em geral. Geral mesmo! Não falo em e um assunto especificamente, mas da analogia do caso. Precisarei informar a todos que corremos os riscos severos a nossa civilização. No aspecto geral, em virtude das indiferenças quanto ao episódio no total geral, crises como insônia, rigidez dos músculos, insuficiências alimentares, outras patologias modernas, ou então seja assim, o tudo mesmo, no geral!
Não sou um bicho sem noção, longe de mim. Eu atribuo a estes desnudos títulos, a falta de uma perspectiva viva, concreta e irreal.
Tão indiguinado, estou diante a essa calamidade que há séculos contribuem para o triste deslize social. Ah! Ai você me pergunta: -“Mas que diabos este rapaz se refere em geral?”
A questão fisiológica é um mero detalhe bobo, ou seja, esboço da maldade verdadeira, esta descrença dos fortes valores que acarretam doenças arbitrais como essas poucas. Vejam bem, relatadas pelos vários noticiários, ou mesmo relatados por aqui, este que vos fala.
O desfecho da estória narrada, se da em um cenário real, cotidiano, visível a todos neste país, o Brasil tcha tcha tcha tcha! Observados tantos que ao dirigir meu pensamento a tais futuras frustrações sociais, vejam bem; caímos por terra aos que era um ser legítimo que se tornou em geral, assombroso de si mesmos sem o reconhecimento legítimo de cada problemas mencionados. Comparando “aquelas” doenças, sugere se estão: o Abismo Cultural de todas as culturas, culturas nobres e pobres, criaturas indefesas das armas que elas mesmas se impulsionam. Uma vez que já se tornaram boas outras, que resistem no ato do mau.quinta-feira, 3 de abril de 2014
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Diante de tantas amarguras, eu iniciei em um escrito, o ato de deletar todas aquelas enfermidades inconstrutivas do aspecto em geral. Geral mesmo! Não falo em e um assunto especificamente, mas da analogia do caso. Precisarei informar a todos que corremos os riscos severos a nossa civilização. No aspecto geral, em virtude das indiferenças quanto ao episódio no total geral, crises como insônia, rigidez dos músculos, insuficiências alimentares, outras patologias modernas, ou então seja assim, o tudo mesmo, no geral!
Não sou um bicho sem noção, longe de mim. Eu atribuo a estes desnudos títulos, a falta de uma perspectiva viva, concreta e irreal.
Tão indiguinado, estou diante a essa calamidade que há séculos contribuem para o triste deslize social. Ah! Ai você me pergunta: -“Mas que diabos este rapaz se refere em geral?”
A questão fisiológica é um mero detalhe bobo, ou seja, esboço da maldade verdadeira, esta descrença dos fortes valores que acarretam doenças arbitrais como essas poucas. Vejam bem, relatadas pelos vários noticiários, ou mesmo relatados por aqui, este que vos fala.
O desfecho da estória narrada, se da em um cenário real, cotidiano, visível a todos neste país, o Brasil tcha tcha tcha tcha! Observados tantos que ao dirigir meu pensamento a tais futuras frustrações sociais, vejam bem; caímos por terra aos que era um ser legítimo que se tornou em geral, assombroso de si mesmos sem o reconhecimento legítimo de cada problemas mencionados. Comparando “aquelas” doenças, sugere se estão: o Abismo Cultural de todas as culturas, culturas nobres e pobres, criaturas indefesas das armas que elas mesmas se impulsionam. Uma vez que já se tornaram boas outras, que resistem no ato do mau.domingo, 17 de fevereiro de 2013
Saude

A diminuição natural hormonal da idade é um fator que deve ser analisado, por especialistas e clínicos especializados. Nestes casos, também há pacientes que se sujeitam a passarem por longos e tenebrosos períodos de adaptação aos usos destes componentes sintéticos, e que podem provocar uma diminuição de massa corpórea ou massa muscular, o que provoca também o aumento de gordura abdominal, e a diminuição do apetite sexual ou qualquer outra atividade incessante.
Quando a condição afeta a qualidade de vida, a suplementação de esteróides pode ser identificada após a realização de exames clínicos e laboratoriais que comprovam a falta de nutrientes como hormônios, como por exemplo. As doses devem ser fisiológicas, suficientes apenas para reconduzirem os hormônios aos níveis consideráveis normais.
A suplementação de “anabolizantes” ou esteróides, qualquer um que seja para fins estéticos não possuem respaldos científicos e o Conselho Federal de Medicina proíbe a medicina antienvelhecimento e normatiza a reposição hormonal. Hoje, é contra-indiciado mesmo para os atletas. Quase inexistente é obvio, os estudos científicos sobre doenças e consumo indiscriminados de anabolizantes, diz que a maioria dos usuários não admite sua utilização que quase sempre usam ou acompanham o uso de drogas.
Mas existem evidências de que esses hormônios podem ser causadores de doenças como a infertilidade, tumores de fígado, intestino e pulmões, aumento da pressão arterial, disfunção ventricular e hipertrofia cardíaca, que podem levar à morte súbita.
Alimentação saudável e boas noites de sono além da pratica regular de qualquer atividade física ainda são considerados os melhores estimuladores para a saúde de corpo e da mente em qualquer idade.
Artifícios que apontem os esteróides como terapia antienvelhecimento podem acabar cumprindo o que prometem de um jeito indesejável: seus usuários poderão não viver o suficiente para chegar À velhice.
domingo, 16 de setembro de 2012
careca - so se querer
Se você chegar aos 35 anos ilesos, é muito provável que só vá ter problemas de queda de cabelo, ou melhor, dizendo, calvície após os 50 anos. Não é um máximo?!quinta-feira, 13 de setembro de 2012
O Relator do Oprimido!
O relator sempre quis ouvir com o som suave vozes do muito além do que se possa imaginar. Engraçado é que o que faz acontecer isto e o fato, de que a maioria das pessoas sentem ou se expressam desta forma. Essa forma de som ou de sincronismo de todos os sentidos humanos possíveis de se sentir.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
um conto literário!
"Não temos que mudar, depois de algum tempo você aprende a diferença. A sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
É você aprende que amar não significa apoiar-se começa entender que beijos não são contratos e presentes, e não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de uma criança e não com a tristeza de um adulto. E começa construir todas as suas estradas no hoje, por que o terreno de amanhã é incerto demais para os planos. E o futuro tem costume de cair em meio ao não.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importa, algumas pessoas simplesmente não se importam. E aceita que não importa quanto boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez enquando, e você verá que também precisa perdoá-la por isto.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que demora anos para construir confiança, e apenas segundos para destruí - la. E que você pode fazer coisas em instantes das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo as longas distâncias e o que importa não é o que você tem na vida. E que bons amigos são a família, que nos permitiram escolher os amigos, se compreender que os amigos mudam!... Percebe que seu melhor amigo é você, podem fazer coisas ou nada e terem bons momentos juntos. Descobre que pessoas com quem mais se importa na vida, são tomadas de você tão depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas. Pode ser a última vez que a vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que se deve se comparar com outros, mas com o melhor que se pode ser. Descobre que leva muito tempo para você se tornar a pessoa que quer ser e que o tempo é certo. Aprende que não importa aonde já chegou, qualquer lugar serve. Apreende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlam, e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter responsabilidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação...
...sempre existirão dois lados!!!
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer, muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa espera que o chute quando você cair, é uma das poucas que ajudaram a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais haver com os tipos de experiências que se teve, e o que você aprende com elas, do que com quantos aniversários vocês já celebraram!...
Aprende que há mais de seus pais em você, do que suponha. Aprende que nunca se deve dizer à uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando você está com raiva, tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ame do jeito que o ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso...
...Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julgar, você em algum momento será condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para, para que você o concerte. Aprende que o tempo não é algo que se pode voltar atrás.
Portanto... ...plante seu jardim e decore sua alma. Ao invés de esperar que alguém- lhe traga flores... E você aprende que realmente pode suportar.., depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor, e que você tem valor diante da vida.
Nossas dádivas são traiçoeiras e nos faz perder o bem que poderíamos conquistar.
...Se não fosse o medo de tentar!
Por isso, olhe o mundo como se fosse à primeira vez e tente ver o quanto o mundo é belo. E compartilhar dele com uma pessoa especial e companheira.
Quem sabe!! ...E no centro de tudo isso se achava você a caminho.
Pois o sentido e a essência não se encontram em algum lugar atrás dessas coisas. ..Se não em seu próprio interior, no íntimo de todas elas..."
WILLIAM SHAKESPEARE
domingo, 15 de janeiro de 2012
crônica
Minha memória é traiçoeira. Muitas vezes, se encontro alguém, sei que conheço. Não me lembro de onde. Menos ainda do nome da pessoa. A criatura se aproxima com familiaridade. Penso: “Devo conhecer, e bem”. Vem a conversa. Planto deixas para ver se a pessoa me dá uma dica para localizá-la em algum arquivo da memória.
Evito a palavra casamento, por não saber se a figura é solteira, casada ou disponível.
Salta a resposta:
_Estou na mesma.
Oh, céus! Tanto pode significar que permanece com a mesma esposa ou cumpre um antigo voto de castidade!
Inevitavelmente, um amigo entra no meio da conversa.
_Opa, você está aí.
Por educação, eu deveria apresentar os dois. Impossível.
Lembro só do nome de quem chegou! Disfarço:
_estávamos aqui falando...
Piora quando o recém-chegado é u, insensível e diz:
_Não vai me apresentar?
Quase grito: ”Socorro!”. Tento dar uma cartada para descobrir o nome do primeiro. Digo:
_Para que tanta formalidade! Melhor se apresentarem sozinhos!
Ouço um nome comum. Continuo no vácuo. Fujo para pegar uma bebida. No meio do caminho, lembro:
_Mas é meu primo!
Volto correndo. Peço Desculpas:
_Não tenho cérebro. Mas um mata-borrão no lugar.
_Achei que estava estranhado. Tudo bem, é muito ocupado.
_Ocupado, não. Sou doido!
Já cometi falhas incríveis. Certa vez pensei, ao olhar para uma mulher alta: “Acho que conheço”. A dita-cuja se aproximou:
_Não está me reconhecendo? Ou me confundiu com um coqueiro?
Era uma amiga de escola Ana Flávia, que se formou em advocacia. E eu:
_Ah, desculpe, meus olhos estão ruins.
Mentira. Foi um branco. Para piorar, dali a alguns meses, em outra festa, vi a mesma moça alta... e não reconheci a Flávia de novo! Por segurança, se alguém me faz sinal com a mão de longe, sempre retribuo. A pessoa faz carão. Dali a pouco descubro que era para alguém atrás de mim, ou do lado...
Também ocorre o contrário: penso que conheço, mas confudi cm alguém. Dou um abraço, feliz:
_Sabe que eu estava com saudade?
Preocupado porque não se lembra de mim, o outro responde constrangido:
_Ah, eu também. Muita saudade.
_Como vai sua mãe? Faz tempo que não a vejo.
_Esta boa, ainda mora no Paraná. Nunca sai de lá.
Gelo por dentro. Jamais visitei a mãe de alguém no Paraná. E de repente descubro que não conheço o abraçado.
_Foi bom te ver, mas eu...
_Espera!
Depois de ter falado da mãe o fulano acha que me conhece.
Quer descobrir de onde. Puxa papo:
_E seu irmão? O consultório dentário vai bem?
_Meu irmão não é dentista.
_Ah, é , confundi. Mas então...
_Pois é então...
Crio truques com os amigos:
_Se você me vir conversando com alguém, apresente-se primeiro e pergunte o nome da pessoa.
Na hora H, ninguém se lembra!
Às vezes digo simplesmente:
_sinto muito, seu nome virou fumaça na minha cabeça. Magoa. A resposta torna-se amarga:
_E... Agora não dá mais importância aos pobres!
Quase me ajoelho para pedir perdão! O esquecido se afasta ofendido. Também tento:
_Claro que não te reconheci, você esta tão magra! Ficou linda!
Esse truque confesso, sempre dá certo!
Tenho ido a eventos comerciais em que todo mundo usa crachá. Que alívio! O último foi a Bienal do Livro. Encontrei pessoas que não via fazia muitos anos.
_Oi, Lembra-se de mim? _alguém dizia.
Espetava os olhos no crachá. Abria os braços:
_Claro! Há quanto tempo!
Sei que é uma lei impossível. Mas todo mundo devia ser obrigado a usar crachá. Minha vida se tornaria muito mais fácil. E aposto que a de muita gente também.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
cultura/lazer
O ator Caio Castro e a experiência do armário
toda uma questão que vai muito além do estar dentro ou fora do armário. Diz respeito a maneira como os sujeitos gays se portam em público. Existem milhares de homossexuais que estão fora do armário para seus familiares, amigos e colegas de trabalho. Porém, não trocam carícias em público, reprovam os outros homossexuais que o fazem, aceitam a matemática de que o afeto gay deve ser realizado apenas entre quatro paredes alegando o fator de que não é "seguro" trocar carinho em locais públicos. Não seria isso uma outra maneira de estar dentro do armário? Quando afetos gays são realizados em espaços públicos, que culturalmente e até mesmo institucionalmente, são espaços reservados/ legalizados para o afeto heterossexual, ou seja, quando dois corpos do mesmo gênero resolvem romper com o armário do espaço público e assumir o seu afeto, um choque se constrói em torno dos corpos classificados enquanto heterossexuais, é como se os dois corpos iguais a se abraçar e a se beijar representassem uma ameaça as normas do "bem viver" dos heterossexuais.
Conhecemos o sair do armário em escala coletiva quando se da a realização de Paradas Gays ao redor do Brasil. No momento em que acontece a Parada Gay, muitos dos homossexuais que vivem no armário, seja totalmente ou parcialmente, se juntam ao corpo da manifestação e se beijam e trocam carícias em plena Avenida. Porém, é fato de que muitos que lá estão, após o termino do evento, voltam para dentro dos armários em seus variados tipo de ser e existir.
Há muitos que no dia seguinte vão ao trabalho, local onde ninguém sabe de sua homossexualidade. Ainda vivemos com pessoas (empurradas pelo sistema normativo do qual todos fazem parte) que vivem totalmente dentro do armário. Pergunta-se: até que ponto a saída do armário é uma experiência libertadora? Será que nos dias de hoje é possível falar de uma vida 100% fora do armário?
A fala de Caio Castro ("prefiro ter a fama de pegador do que de veado"), evidencia o armário institucional imposto pela indústria da cultura construída dentro do regime liberal. Até por que os atores galãs, classe onde Castro está alojado, são desencorajados a sair do armário, pelo menos para a imprensa e para o seu público - e aqui temos dois tipos de saída de armário - pelos autores de novelas e também por seus empresários.
O motivo já é um velho conhecido: depois que o astro galã revelar o seu verdadeiro sentimento desejante (o homossexual), provavelmente só vai interpretar gays e nunca mais será alçado à categoria de galã. Segundo os mecenas de produtos televisivos e cinematográficos, o mito do galã, este que move centenas de fãs, estará morto e não mais produzirá dividendo dentro da audiência.
Isso é reproduzido por vários setores da imprensa, estar fora do armário enquanto homem heterossexual e "pegador" acabam por alimentar ainda mais o desejo sexual platônico em torno do ator e assim fazer com que ele adquira mais fãs e consiga mais trabalhos na televisão e também no cinema.
Um ator como Caio Castro até pode sair em defesa dos direitos gays (aqui uma outra saída de armário, em outros tempos, o simples fato de defender direitos civis gays seria interpretado como característica de uma possível homossexualidade), atitude que o ator fez logo em seguida à polêmica sucedida à sua declaração. Ao dizer que tem vários amigos gays e que não tem preconceito, mas nunca assumir a sua homossexualidade, a não ser quando este estiver com mais de 50 anos e não for mais headliner de produções culturais, caso muito comum na indústria cultural.
Toda a polêmica gerada em torno da declaração do ator revela que ainda vivemos sob uma forte política do espaço público como local de vivência privilegiada da identidade heterossexual. Ainda vivemos uma época em que a saída do armário não se dá uma única vez, mas que ela é composta por várias etapas de saídas do armário no meio social. Na mesma semana em que Caio Castro deu sua declaração que incomodou a comunidade gay, outra figura também foi vítima da política do armário. Neste caso foi a presidente Dilma Rousseff (PT), desafiada pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) a sair do armário e "assumir o seu amor pelos e com os homossexuais".
A postura de Bolsonaro nos remete à cultura mais obscurantista em torno da saída do armário, que já foi citada neste texto, aquela em que pessoas não homossexuais resolvem sair do armário e defender os direitos civis dos gays. Não foram poucas as pessoas que, indiretamente concordaram com Bolsonaro, e disseram que a presidente Dilma deveria sair do armário. O fato da presidente não corresponder aos símbolos dominantes da feminilidade, ou da mulher de "verdade" (delicada, passiva e casada), faz com que as pessoas desconfiem de sua orientação sexual e a incitem a sair do armário. Como se vê, a questão de estar dentro ou fora do armário vai muito além da política do assumir, ela está ligada a uma postura política e composta de várias fases e saídas repletas de preconceitos e estruturas opressivas que fazem com que muita gente, galã ou não, permaneça dentro do armário, seja ele qual for.
A filósofa norte-americana Eve Kosofsky Sedgwick (1950-2009) se debruçou sobre o tema ao escrever o clássico texto "A Epistemologia do Armário", onde a estudiosa do gênero estabelece que a saída de armário também se dá com as identidades ciganas, judias, indígenas e outras. Porém, cada uma com a sua especificidade social.
Com esta afirmação entendemos que a questão de sair do armário e assumir publicamente uma identidade social não diz respeito única e exclusivamente à comunidade gay, ela perpassa vários setores da sociedade e é muito mais complexo do que supõe o senso comum.

